sábado, 1 de agosto de 2020

Avaliação de Julho 20



Avaliação Final de Julho


A recuperação do mercado acionário continua surpreendente. Todo mês uns 8% a mais de felicidade. Nem estou me incomodando quando perco para o Ibov. Segui-lo de perto já é ótimo tendo em vista minha "âncora" em FII's. Ademais, parte do rendimento eu perco para o IR por precisar girar carteira a fim de manter a melhor estratégia, como discuti ano passado. Tem sido um grande acerto desde então, mesmo com o imposto. 

Já subiu demais? Sonho acabou? Só sei que mais um mês assim e vou acabar o ano perto do milhão. Algo inimaginável desde o corona. Mesmo driblando parcialmente o vírus, cheguei a estar com patrimônio de apenas 500 mil no pior momento do ano, que foi meio de março. 

Enfim, se continuar subindo, ainda que menos, será incrível. 

Mantenho os 102k em TD para aproveitar possível nova onda baixista da crise. Torço pra nunca mais precisar. No mais, só devo aumentar a parcela em TD se chegar neste ano ou no próximo no sonhado milhão. Não por ser milhão, mas por ser um colchão de segurança interessante para uma pessoa com poucos gastos mensais como eu. Visando o próximo bear market

Como prometido, aumentei meu aporte. Até mais do que esperava. Nove mil este mês. O novo normal deve ser uns oito mil, porém. E, também como prometido, aportei em FII, que andam "fracos". Os próximos também serão. Estou de volta à meta de torná-los mais de um terço da carteira. Creio que o grosso da recuperação acionária para 2020 já passou.

É isso. Falar mais seria repetir as avaliações do mês passado. Meu conjunto ações e FII continua surrando o "Ibov" no ano. Que eu continue assim até dezembro, mas, de toda forma, o ano já está financeiramente bem positivo, ao contrário da realidade do Brasil.

Até a BitCoin resolveu acordar. Inacreditáveis 59 mil reais no momento em que escrevo. 

No mais, as coisas estão melhorando bem mais rápido que eu imaginava. É não reclamar e torcer pra não termos recaídas. Todo mundo já perdeu demais


Números do mês:


"Ibov" subiu 8,26%. 

Tenho hoje - 677.088,96 (carteira) + 2.457,81 (caixa de dividendos e vendas ainda não reinvestidos) = R$ 679.546,77. Alta de 6,52% em relação ao mês anterior.

Num mês de alta de 8,26%... "Ruim" desempenho.

BTC continua me surpreendendo. Subiu ainda mais. Medo. Tenho hoje R$ 39.500,00 na "carteira digital". Dá certo medo. Mesmo sendo "apenas" menos de 5% do patrimônio total. Como é algo muito volátil, é uma posição perigosa. Aporte total de 28,5 mil reais aqui. Lucro bom por enquanto, mas nada demais. 

Não vou contar o rendimento do dinheiro guardado em renda fixa, pois meu objetivo é avaliar meu crescimento em renda variável. Tenho cerca de R$ 113.000,00 em renda fixa. 

Meu patrimônio total hoje é cerca de 832 mil reais. Total aportado em tudo? Uns 476 mil (poupança, renda fixa, moeda, ações).

Segundo a planilha, a valorização histórica da cota é de 159,4%, o que é muito bom para oito anos exatos de investimento. Inflação acumulada de 53% até então. Bem acima da minha meta de 4% real ao ano (é cerca de 9,5% real ao ano, agora que usei uma calculadora de potenciação). A bolsa subiu uns 83% desde a minha estréia, mas se eu quiser me comparar com o índice de forma exata, teria que levar em conta as diferenças de aportes no tempo. De qualquer forma, possivelmente estou indo bem.

Nada mal pra quem pegou tanto período ruim, já que houve duas crises nesse caminho.

A bolsa "fechou" o mês de abril aos 102.912 pontos. 








A.

terça-feira, 30 de junho de 2020

Avaliação de Junho 20



Avaliação Final de Junho


Escrevi nos últimos meses aqui sobre o "sonho" de que a bolsa chegasse aos 98k para eu recuperar todo o dinheiro perdido na crise devido a minha estratégia. Ás vezes me parecia otimismo. Pois bem, a bolsa chegou aos 95k e recuperei tudo! Estou até com certo lucro já no patrimônio de 2020, que já cresce acima do meu aporte.

O pior passou? Não retrocederemos? Não haverá segunda onda forte de Covid e baixas nas bolsas? O "estranho" reaquecimento do mercado acionário americano não resultará em novas quedas e pânicos ou retorno do pior da crise global?

Não tenho resposta pra nada disso. Talvez minha alegria hoje seja bem provisória se ocorrer uma ou todas essas coisas acima. Porém, seria um erro sofrer por antecipação. Deixa eu ficar contente e torcendo por novas altas. Se o pior vier, pelo menos terei 102k em TD pra gastar.

O "Ibov" ficou inclusive abaixo do meu rendimento este mês. Isso foi supreendente pra mim, pois, para uma pessoa que tem mais de 25% da renda variável em FII, não é tarefa fácil bater o índice de ações. Foi algo muito melhor do que eu esperava. No ano, é essa combinação FII + Ações que faz com que eu esteja surrando o "Ibov", segurei uma vantagem imensa na queda e também estava com uma carteira razoavelmente defensiva. 

O aporte foi de sete mil reais de novo. Começarei a aumentar no segundo semestre. Já não estou pagando mais custos de mudanças de residência. Serão em FII. Não preciso crescer tanto assim e não sou tão seduzido pelo "milhão". 

Se algum dia eu chegar no famoso "milhão", o que poderia acontecer se a bolsa voltasse aos 120k, pretendo novamente jogar 250 mil ou 300 mil pra TD e aguardar a próxima crise. Reiniciar o ciclo de acumulação que planejei há alguns anos e salvou, com muita disciplina, meu 2020. Pude me preparar pra enfrentar a queda que eu sempre soube que um dia viria. Foi uma experiência nova, já que quando peguei as fortes quedas do período Dilma eu nunca tinha passado por fortes altas pra gerar "colchão". Não tive muito escolha na época, logo foi uma situação diferente. 

Interessante que o Ibovespa subiu este mês praticamente o mesmo percentual do mês passado. Reloginho. Quem dera fosse sempre assim.

Enfim, "Go, vacina da Covid!"

No mais, as coisas estão melhorando bem mais rápido que eu imaginava. É não reclamar e torcer pra não termos recaídas. Todo mundo já perdeu demais

Números do mês:


"Ibov" subiu 8,74%. 

Tenho hoje - 628.638,99 (carteira) + 329,78 (caixa de dividendos e vendas ainda não reinvestidos) = R$ 628.968,77. Alta de 9,29% em relação ao mês anterior.

Num mês de alta de 8,74%... Bom desempenho.

BTC voltou a decolar do nada. Subiu muito este mês. Medo. Tenho hoje R$ 34.400,00 na "carteira digital". Dá certo medo. Mesmo sendo "apenas" cerca de 5% do patrimônio total. Como é algo muito volátil, é uma posição perigosa. Aporte total de 28,5 mil reais aqui. Lucro por enquanto, mas nada demais. 

Não vou contar o rendimento do dinheiro guardado em renda fixa, pois meu objetivo é avaliar meu crescimento em renda variável. Tenho cerca de R$ 113.000,00 em renda fixa. 

Meu patrimônio total hoje é cerca de 776,3 mil reais. Total aportado em tudo? Uns 467 mil (poupança, renda fixa, moeda, ações).

Segundo a planilha, a valorização histórica da cota é de 143,5%, o que é muito bom para quase oito anos de investimento. Inflação acumulada de 53% até então, já que finalmente aprendi a somar porcentagens. Bem acima da minha meta de 4% real ao ano (é cerca de 8,5% ao ano, agora que usei uma calculadora de potenciação). A bolsa subiu uns 69% desde a minha estréia. 

Nada mal pra quem pegou tanto período ruim, já que houve duas crises nesse caminho. Se eu tivesse simplesmente comprado índice, estaria bem pior.

Como meu objetivo é mais comparar a qualidade das minhas decisões de investimento, estou com uma enorme margem de vantagem sobre a média da bolsa quando comparado o rendimento a luz do mesmo método. 

A bolsa "fechou" o mês de abril aos 95.055 pontos. 






A.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Avaliação de Maio 20



Avaliação Final de Maio


Triste porque o "Ibov" me quebrou este mês de novo, subi 3% a menos, mas feliz porque a recuperação está bem rápida. Mais um maio pra contrariar o ditado que fez a festa nos anos 10. 

Graças a meus manejos dos últimos meses já estou bem perto da grana que tinha fim de janeiro. Toma essa, crise desgraçada! 

IFIX está subindo bem lentamente, isso freia parte da minha rentabilidade. E alguns papéis também decepcionaram um pouco. Talvez eu reformule uma coisa ou outra, mas não é bom mexer muito quando a carteira rende abaixo do "Ibov". No ano, ainda estou muito melhor, pois a queda foi bem mais suave. A das ações mesmo. 

Continuo, porém, com a estimativa anterior de que se a bolsa chegar em uns 98k eu já recupero todo o dinheiro perdido na crise ou mais. Se vai chegar é outra história.

Meu "caixa", que na verdade está todo em Tesouro Direto, é de 102 mil reais. Isso significa que, em relação ao mês passado, retirei 50 mil do caixa real e mandei para o Tesouro Direto. 

Mais um aporte de sete mil reais. Só será em FII após eu atingir setecentos e cinquenta e poucos mil. Se algum dia na vida eu chegar em um milhão, o que dependeria de uma grande recuperação de uns 33%, ou mais a depender da minha alocação em ações, no pós-covid, voltarei a colocar 250 mil em tesouro para aproveitar a próxima crise, ou seja, mesma estratégia que funcionou quase que totalmente no fim de dezembro do ano passado.

A recuperação do mercado acionário continuará? Como quase sempre, não faço ideia. Não estou vendo segunda onda grave de Covid em nenhum país e algumas candidatas a vacina são promissoras. Se esse melhor cenário se instaurar, fico mais otimista quanto a possibilidade de ao menos não voltarmos a cair. Outra coisa que pode ser boa é que, em tese, nossa bolsa ainda tem mais o que recuperar do que a de outros países como os EUA. Se o Executivo colaborar um pouquinho, é bem possível. 

Quando as coisas vão ficar boas e relativamente seguras de novo? Não faço a mínima ideia. 

Enfim, as coisas estão melhorando bem mais rápido que eu imaginava. É não reclamar e torcer pra não termos recaídas. Todo mundo já perdeu demais. 

Números do mês:

"Ibov" subiu 8,57%. 

Tenho hoje - 560.626,34 (carteira) + 7.887,53 (caixa de dividendos e vendas ainda não reinvestidos) = R$ 568.513,87. Alta de 5,54% em relação ao mês anterior, pois mandei R$ 50.000 do caixa para o TD

Num mês de alta de 8,57%... Péssimo desempenho. Comparativamente, claro. 

BTC voltou a decolar do nada. Subiu muito este mês. Medo. Tenho hoje R$ 34.000,00 na "carteira digital". Dá certo medo. Mesmo sendo "apenas" cerca de 5% do patrimônio total. Como é algo muito volátil, é uma posição perigosa. Aporte total de 28,5 mil reais aqui. Lucro por enquanto, mas nada demais. 

Não vou contar o rendimento do dinheiro guardado em renda fixa, pois meu objetivo é avaliar meu crescimento em renda variável. Tenho cerca de R$ 111.500,00 em renda fixa. 

Meu patrimônio total hoje é cerca de 714 mil reais. Total aportado em tudo? Uns 460 mil (poupança, renda fixa, moeda, ações).

Segundo a planilha, a valorização histórica da cota é de 122,8%, o que é muito bom para quase oito anos de investimento. Inflação acumulada de 53,15% até então, já que finalmente aprendi a somar porcentagens. Bem acima da minha meta de 4% real ao ano (é cerca de 6,9% ao ano, agora que usei uma calculadora de potenciação). A bolsa subiu uns 55,2% desde a minha estréia. 

Peguei metade de tendência baixista e metade de tendência de alta. Nada mal pra quem pegou tanto período ruim, já que houve duas crises nesse caminho. Se eu tivesse simplesmente comprado índice, estaria bem pior.

Como meu objetivo é mais comparar a qualidade das minhas decisões de investimento, estou com uma enorme margem de vantagem sobre a média da bolsa quando comparado o rendimento a luz do mesmo método. 

A bolsa "fechou" o mês de abril aos 87.410 pontos. 






A.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Avaliação de Abril 20



Avaliação Final de Abril


Comecei minha recuperação. O Covid vai permitir? Ninguém sabe. Espero que o pior já tenha passado.

Minha rentabilidade este mês perdeu para o "Ibov". Normal, pois eu vinha ganhando sempre. Ademais, tenho boa parte em "FII", que geralmente sobem menos mesmo, afinal, caíram menos também. Meus papéis até que foram bem. Coloquei 1/4 do dinheiro da bolsa em "PETR4" nessa crise e a ação subiu 30% este mês! Isso me ajudou bastante. Também comprei "TRIS3" na casa dos 5, outro grande acerto. 

Estimo que se a bolsa chegar em uns 98k eu já recupero todo o dinheiro perdido na crise ou mais. Se vai chegar é outra história.

Infelizmente não gastei os 100k que ainda tenho de "caixa" início do mês. Porém, tudo bem, faz parte do plano. Podia cair mais. A ideia era comprar a cada grande queda e isso parou de acontecer. Bolsa decolou. 

Fiz mero aporte de R$ 7.000 e usei também o aporte do mês passado e alguns dividendos para comprar mais ações. Devo voltar a aportar em FII's quando recuperar o prejuízo. 

Também quando/se eu recuperar o prejuízo, vou voltar a transferir boa parte para o Tesouro Direto. Não sei mais se "um terço", pois talvez o pior já tenha passado, ou seja, o "espaço para as quedas". Assim, talvez seja muito conservadorismo para o meu gosto manter muita grana em TD. 

Talvez seja melhor apostar razoavelmente numa recuperação e um próximo bull market mais pra frente e, aí sim, depois de mais alguns anos, tornar a encher o bolso de TD, como meio que fiz em 26/12/2019, bendito dia.

Quando as coisas vão melhorar? Não faço a mínima ideia. 

Enfim, o mês foi tão bom que nem vou mais chorar as quedas terríveis da crise e os oitenta mil que perdi até aqui. Amorteci bem a queda e estou impulsionando a recuperação. Se essa se mantiver, a crise terá sido uma ótima oportunidade financeira, em que pese toda a desgraça humana causada pelo vírus e governo. 


Números do mês:


"Ibov" subiu 10,25%. 


Tenho hoje - 531.652,09 (carteira) + 50.031,06 (caixa de dividendos e vendas ainda não reinvestidos) = R$ 581.683,15. Alta de 7,96% em relação ao mês anterior

Num mês de alta de 10,25%... Péssimo desempenho. Comparativamente, claro. 


BTC voltou a decolar do nada. Subiu muito este mês. Medo. Tenho hoje R$ 32.200,00 na "carteira digital". Dá certo medo. Mesmo sendo pouco menos de 5% do patrimônio total. Como é algo muito volátil, é uma posição perigosa. Aporte total de 28,5 mil reais aqui. Lucro por enquanto, mas nada demais. 

Não vou contar o rendimento do dinheiro guardado em renda fixa, pois meu objetivo é avaliar meu crescimento em renda variável. Tenho cerca de R$ 59.500,00 em renda fixa. 

Meu patrimônio total hoje é cerca de 673,3 mil reais. Total aportado em tudo? Uns 453 mil (poupança, renda fixa, moeda, ações).

Segundo a planilha, a valorização histórica da cota é de 111%, o que é muito bom para sete anos e tanto de investimento. Bem acima da minha meta de 4% real ao ano (é cerca de 8,6% ao ano). A bolsa subiu uns 42,9% desde a minha estréia. A inflação acumulada é de 44,29%. 

Peguei metade de tendência baixista e metade de tendência de alta. Vi um pico e estou enfrentando meu segundo "vale", já que teve o de 2015/16. Nada mal pra quem pegou tanto período ruim. Se eu tivesse simplesmente comprado índice, estaria bem pior.

Como meu objetivo é mais comparar a qualidade das minhas decisões de investimento, estou com uma boa margem de vantagem sobre a média da bolsa quando comparado o rendimento a luz do mesmo método. 

A bolsa "fechou" o mês de abril aos 80.505 pontos. 






A.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Avaliação de Março 20



Avaliação Final de Março


Eu chamei o mês anterior de pavoroso. O que dizer deste? Estamos oficialmente em crise. 

Pior trimestre da história da bolsa, eu fui! 

Mês recorde de circuit breaker, eu fui!

A estratégia de deixar quase um terço em FII por ser menos volátil não funcionou tanto quanto eu esperava. Quase a mesma queda. Pelo menos podia ter sido bem pior.

O "um terço" no TD que foi o tiro certo do réveillon. Agora estou podendo comprar. Há esse lado bom da queda. Se "Ibov" voltar a 100.000 pontos, recupero tudo que tinha na época do 119k. Isso porque fiz várias compras nas quedas. Algumas até no início delas, como eu disse mês passado. Teve em 105k, 101k, 86k, 73k e 65k. Gastei 150k nas "liquidações" e ainda tenho mais 100k guardados para o caso de continuarmos ladeira abaixo, o que acho improvável, mas não impossível. Ninguém sabia que esse vírus ia machucar tanto, por exemplo. 

Continuo seguindo a estratégia de 2019, a mesma que me salvou de perder bem mais. Espero que esse dinheiro que tirei do TD me renda frutos. A aposta na recuperação rápida, do mês passado, virou em recuperação longa, mas é certo que eu iria comprar em caso de grandes quedas. Já tinha vislumbrado isto aqui mesmo nos meses áureos do bull market.

No próprio mês passado eu disse: "...quero guardar esse dinheiro para quedas maiores que são possíveis nos próximos meses ou anos. Pegar aquelas promoções da década (2008/09, 2015/16...). Ninguém sabe se virão, mas resolvi aguardar." 

É possível que estejamos em uma. Até expliquei mês passado como iria comprar se caísse mais. Não esperava, mas foi o que aconteceu e segui mais ou menos a estratégia mesmo.

Quando as coisas vão melhorar? Não faço a mínima ideia. 

Enfim, o consolo é que a queda foi muito menor do que o que poderia ter sido. Passei sete anos e meio de praticamente "ALL IN", como puderam acompanhar aqui. Saí dessa estratégia justamente antes da tempestade. Posso reclamar muito não.

Só espero que não afunde muito mais, pois agora já estou novamente com a grande maioria do meu dinheiro na renda variável. Só sobrou 100k para compras. Prefiro que tudo se recupere e suba. 

Pelo que calculei, nessa queda toda, eu perderia uns 36,8% no ano na estratégia antiga. Estou perdendo "apenas" cerca de 18%. 

Números do mês:

"Ibov" caiu 29,82%. (Nunca achei que fosse escrever isso como mera variação mensal)

Tenho hoje - 471.916,96 (carteira) + 59.910,35 (caixa de dividendos e vendas ainda não reinvestidos) = R$ 531.827,31. Queda de 15,55%. Num mês de queda de 29,82%... Espetacular desempenho. Comparativamente, claro. 


Após as "criptoquedas", tenho hoje R$ 22.300,00 na "carteira digital". Dá certo medo. Mesmo sendo pouco menos de 3% do patrimônio total. Como é algo muito volátil, é uma posição perigosa. Aporte total de 28,5 mil reais aqui. Voltamos ao prejuízo. Os animadões de 2019 se precipitaram.

Não vou contar o rendimento do dinheiro guardado em renda fixa, pois meu objetivo é avaliar meu crescimento em renda variável. Tenho cerca de R$ 57.700,00 em renda fixa. Porém, vou gastar bastante este mês. 

Meu patrimônio total hoje é cerca de 612 mil reais. Total aportado em tudo? Uns 446 mil (poupança, renda fixa, moeda, ações).

Segundo a planilha, a valorização histórica da cota é de 95%, o que é muito bom para sete anos e tanto de investimento. Bem acima da minha meta de 4% real ao ano (é cerca de 6,5%). A bolsa subiu uns 30% desde a minha estréia. A inflação acumulada é de 44,21%. 

Peguei metade de tendência baixista e metade de tendência de alta. Vi um pico e estou enfrentando meu segundo "vale", já que teve o de 2015/16.

Como meu objetivo é mais comparar a qualidade das minhas decisões de investimento, estou com uma boa margem de vantagem sobre a média da bolsa quando comparado o rendimento a luz do mesmo método. 

A bolsa "fechou" o mês de março aos 73.019 pontos. 





A.

segunda-feira, 9 de março de 2020

Dia do Juízo Final

Brincadeiras à parte, é a maior queda desde 10 de setembro de 1998 (Crise da Rússia). Queda do Século. 

E pensar que há menos de dois meses estávamos praticamente em 120k. Eu tirei aqueles 250 mil, aqui no início do ano, em 118,5k salvo engano. 

86.000 é uma queda de uns 28% desde o topo. Vai derreter ainda mais? Recupera logo? Quem souber está rico.

Da minha parte. estou comprando aos poucos. Minha reserva de 250 mil em TD, que criei há menos de 90 dias, já vai para 170 mil. E se as quedas continuarem... Eu vou comprando.

A ideia de ter dinheiro em "caixa" era pra isso mesmo. Só não achei que seria tão rápido.

Enfim, momento tenso pra caralho. Quase todos os otimistas do fim do ano passado estão quietos. Foi difícil não estar 100% em bolsa quando todos estavam otimistas. Migrei pra FII e depois para TD. Devo ter perdido uns 75 mil desde o auge, mas poderiam ter sido uns 150 ou 200 mil. Salvei muito dinheiro. O patrimônio que chegou a bater 740 e poucos mil hoje é de 670 mil mais ou menos, ainda não calculei tudo. Só faço no fim do mês. Enfim, não dá pra dizer "nem doeu", mas se eu tivesse vacilado na minha estratégia, estaria arrasado.

Tomara que a recuperação venha logo e isso não seja o início dos anos de baixa, como está parecendo.

segunda-feira, 2 de março de 2020

Avaliação de Fevereiro 20



Avaliação Final de Fevereiro


Mês pavoroso! Por um lado. Uma parte de mim ficou feliz porque tirei um terço do meu patrimônio da bolsa dois meses antes de tudo desabar. Lá pelos 118k. Vinha explicando a estratégia aqui, a de deixar um terço no Tesouro Direto. E isso por já ter uma quantidade razoável - para os meus poucos gastos - de patrimônio e por mais duas razões: ficar parcialmente protegido na próxima crise mundial e poder aproveitar oportunidades de compra. 

Pois bem, chegou uma dessas oportunidades. Pelo menos estou apostando nisso. Na verdade, só ia mexer nos 250k do TD quando viesse a suposta nova crise econômica mundial, porém, o corona foi muito tentador. Puxei 25 mil do FII, que é menos volátil, e mexi em 50 mil do Tesouro. Comprei metade de Vale e metade de Petro. Tudo apostando numa recuperação em um ou mais meses. Veremos. 

Se eu ainda fosse o investidor arrojado de pouco tempo atrás, apostava era o 250 mil todo. Porém, quero guardar esse dinheiro para quedas maiores que são possíveis nos próximos meses ou anos. Pegar aquelas promoções da década (2008/09, 2015/16...). Ninguém sabe se virão, mas resolvi aguardar.

Inclusive, se vier a recuperação em meses, tendo a vender os 75k de agora e voltar pro método de deixar mais ou menos um terço em cada coisa. 

Enfim, até agora tem sido uma decisão na mosca a menor exposição em bolsa. Se ela recuperar e ainda por cima decolar, aí sim seria um "erro". Coloco aspas porque não é bem um erro. Não é fácil acertar topo. Nem creio que iniciamos, com o corona, anos baixistas. Óbvio. Ainda acho que 2020 será um bom ano pra bolsa. Só não quero arriscar.

Também fiquei um pouco feliz pelo meu desempenho na renda variável ter sido imensamente superior ao "Ibov" no mês. Em grande parte isso se deve à minha exposição razoável em FII, que caíram menos que as ações nesse pânico.

Apesar de todos esses pontos positivos, não dá pra ficar feliz num mês em que se perde quase 30 mil reais em patrimônio. Só terei uma lembrança boa de fevereiro se este mês se mostrar futuramente mera oportunidade de boas compras. É torcer. O último dia me deixou feliz.

Os aportes devem voltar a ser em FII. Coloquei sete mil este mês, mas foram para a bolsa, por motivos já explicados. 

Quanto ao TD, se a bolsa cair mais uns 10% ou 15% é possível que eu continue comprando. De 50 em 50 mil, a cada 10% ou 15%, mas acho isso bem improvável. Ainda estou com 201k de TD. E, como disse, se recuperar, devolvo os 50k ao TD e mando o lucro pra FII.

Números do mês:

"Ibov" caiu 8,43%

Tenho hoje - 472.170,71 (carteira) + 617,06 (caixa de dividendos e vendas ainda não reinvestidos) = R$ 472.787,77. Queda de 5,66%. Num mês de queda de 8,43%... Mais um excelente desempenho. Comparativamente, claro. 

Após as "criptoquedas", tenho hoje R$ 26.300,00 na "carteira digital". Dá certo medo. Mesmo sendo pouco mais de 3% do patrimônio total. Como é algo muito volátil, é uma posição perigosa. Aporte total de 28,5 mil reais aqui. Voltamos ao prejuízo. Os animadões de 2019 se precipitaram.

Não vou contar o rendimento do dinheiro guardado em renda fixa, pois meu objetivo é avaliar meu crescimento em renda variável. Tenho cerca de R$ 210.000,00 em renda fixa. Porém, vou gastar bastante este mês. 

Meu patrimônio total hoje é cerca de 709 mil reais. Total aportado em tudo? Uns 439 mil (poupança, renda fixa, moeda, ações).

Segundo a planilha, a valorização histórica da cota é de 131%, o que é muito bom para sete anos e meio de investimento. Bem acima da minha meta de 4% real ao ano (é cerca de 11,5%). A bolsa subiu uns 94% desde a minha estréia. A inflação acumulada é de 43,76%. 

Peguei uns três anos e tanto de tendência baixista e quatro anos de tendência de alta. Nada mal.

Como meu objetivo é mais comparar a qualidade das minhas decisões de investimento, estou com uma boa margem de vantagem sobre a média da bolsa quando comparado o rendimento a luz do mesmo método. 

A bolsa "fechou" o mês de janeiro aos 104.171 pontos. 

Agora, com um terço na renda fixa, os rendimentos sobre o total serão certamente menores. Fim da fase de crescimento "acelerado". Objetivo 1 cumprido. 






A.